🏥 SaúdeQualidade Assistencial

Taxa de Mortalidade Hospitalar

Também conhecido como: Hospital Mortality Rate · TMH · Óbitos Hospitalares

Indicador Laggingquantitativoestrategico
O que é

Conceito

A Taxa de Mortalidade Hospitalar mede o percentual de pacientes internados que vão a óbito durante a internação. É um dos indicadores mais sensíveis de qualidade assistencial e segurança do paciente, usado amplamente por gestores hospitalares, órgãos reguladores e operadoras de saúde para avaliar o desempenho clínico.

A taxa bruta reflete todos os óbitos sem ajuste; a taxa ajustada por risco (risk-adjusted mortality) leva em conta o perfil de gravidade da internação (índice APACHE II em UTI, comorbidades, complexidade cirúrgica) e é a medida mais indicada para comparações entre instituições.

Reduzir a mortalidade evitável — por falhas de processo, infecção, complicação ou diagnóstico tardio — é o principal objetivo dos programas de qualidade hospitalar no Brasil e no mundo.

Como calcular

Fórmula

Taxa de Mortalidade = (Número de Óbitos ÷ Total de Saídas) × 100 Saídas = Altas + Óbitos + Transferências
VariávelDescriçãoUnidade
Número de ÓbitosPacientes que faleceram durante a internação no período (excluir natimortos se não for obstétrico)pacientes
Total de SaídasSoma de altas, óbitos e transferências externas — denominador correto do indicadorpacientes

Fontes de dados: Sistema de informações hospitalares (HIS), prontuário eletrônico, boletim de produção. SIH-SUS para rede pública. Operadoras reportam à ANS via TISS.

Leitura

Como interpretar

Valor alto

Taxa elevada pode indicar complexidade de casos, falhas de processo, infecções hospitalares ou atrasos diagnósticos. Exige análise caso a caso e comparação ajustada por risco.

Valor baixo

Taxa baixa reflete boa qualidade assistencial, processos seguros e gestão clínica eficaz. Deve ser sustentada com auditorias de óbito e revisão de prontuários.

Benchmarks: Hospital geral Brasil: 2–5%. UTI adulto: 10–20% (varia por gravidade). Maternidade: <1%. Hospitais de alta complexidade (oncologia, trauma): 8–15%. Compare sempre dentro do mesmo perfil assistencial.
Aplicação

Exemplo prático

Um hospital geral em Vitória/ES registrou em junho: 450 saídas (420 altas + 18 óbitos + 12 transferências).

Taxa de Mortalidade = (18 / 450) × 100 = 4,0%.

Ao analisar os óbitos: 12 foram em UTI com perfil de alta gravidade (APACHE II > 25) e 6 ocorreram na enfermaria — esses 6 merecem análise detalhada de causa-raiz para identificar se havia potencial de prevenção.

Atenção

Armadilhas comuns

  • Usar total de internações no denominador em vez de saídas — subestima a taxa quando há pacientes ainda internados.
  • Não separar óbitos esperados (alta gravidade, cuidados paliativos) dos potencialmente evitáveis — dilui o sinal de qualidade.
  • Comparar taxa bruta entre hospitais com perfis de complexidade diferentes — é obrigatório ajustar por risco.
  • Não realizar comitê de óbitos periódico — a taxa sem análise qualitativa dos casos não gera aprendizado.
🇧🇷 No Brasil

Contexto brasileiro

O Ministério da Saúde publica a Taxa de Mortalidade Hospitalar por procedimento via SIH-SUS (TabNet/DATASUS). A ANS exige reporte de óbitos hospitalares pelas operadoras através do TISS. O Programa CQH (Compromisso com a Qualidade Hospitalar) e o PNASS (Programa Nacional de Avaliação de Serviços de Saúde) utilizam esse indicador como critério de acreditação.

📊 Dashboard

Como visualizar no Power BI

Crie medida DAX: Taxa Mortalidade = DIVIDE([Óbitos], [Total Saídas]). Use gráfico de linha mensal com linha de meta e sombreamento de alerta. Adicione matriz por clínica/especialidade para identificar onde a taxa está acima da média e cruzar com o perfil de gravidade (APACHE II médio) para contextualizar a análise.

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