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FPY — First Pass Yield

Também conhecido como: Rendimento de Primeira Passagem · Índice de Acerto na Primeira Vez · First Time Right

Indicador Laggingquantitativooperacional
O que é

Conceito

O First Pass Yield (FPY) mede o percentual de unidades produzidas que passam por todo o processo produtivo sem defeitos, retrabalho ou sucata na primeira tentativa. É o indicador de qualidade mais direto do chão de fábrica — revela a real eficiência do processo antes de qualquer intervenção corretiva.

Diferente de métricas de qualidade final (que capturam apenas o produto acabado), o FPY é calculado processo a processo, permitindo identificar exatamente em qual etapa da linha os defeitos são gerados. Em linhas com múltiplas etapas, o FPY global é o produto dos FPYs individuais — mesmo FPYs altos em cada etapa podem resultar em FPY global baixo.

O complementar do FPY é o custo da não qualidade: cada unidade retrabalhada consome mão de obra, energia e tempo de máquina sem gerar valor adicional.

Como calcular

Fórmula

FPY = (Unidades Boas na Primeira Passagem ÷ Total de Unidades Iniciadas) × 100 FPY Global (linha multipasso) = FPY₁ × FPY₂ × ... × FPYₙ
VariávelDescriçãoUnidade
Unidades BoasPeças aprovadas na inspeção sem qualquer retrabalho ou reparounidades
Total IniciadasTotal de unidades que entraram no processo no período (incluindo as que foram retrabalhadas)unidades

Fontes de dados: Sistema MES (Manufacturing Execution System), ordens de produção, registros de inspeção de qualidade, POKA-YOKE e sensores IoT na linha.

Leitura

Como interpretar

Valor alto

FPY acima de 95% indica processo estável, bem controlado e com boa padronização. Indústrias de alta precisão (aeroespacial, farmacêutica) buscam FPY acima de 99%.

Valor baixo

FPY baixo gera custo de retrabalho, atraso de entrega e risco de qualidade. FPY abaixo de 85% é sinal de processo fora de controle estatístico — exige análise de causa raiz (Ishikawa, 5 Porquês).

Benchmarks: Indústria automotiva: 95–99%. Eletrônicos: 90–98%. Alimentos e bebidas: 92–97%. Manufatura geral brasileira: 85–95% (varia muito por segmento e nível de automação).
Aplicação

Exemplo prático

Uma fábrica de peças plásticas em Resende/RJ iniciou 2.000 peças no turno da manhã. Ao final do processo de 3 etapas: • Etapa 1: 1.920 peças aprovadas (FPY₁ = 96%) • Etapa 2: 1.824 peças aprovadas (FPY₂ = 95%) • Etapa 3: 1.733 peças aprovadas (FPY₃ = 95%)

FPY Global = 96% × 95% × 95% = 86,6%.

Apesar de FPYs individuais altos, o processo global perde 13,4% das unidades para retrabalho — custando R$ 2,8/peça retrabalhada, um impacto de R$ 268 nesse turno.

Atenção

Armadilhas comuns

  • Calcular FPY incluindo peças retrabalhadas como 'boas' — mascarar o retrabalho distorce completamente o indicador.
  • Medir apenas o FPY da última etapa (inspeção final) em vez de etapa a etapa — perde-se o diagnóstico do processo.
  • Não separar por operador, turno ou equipamento — a variabilidade entre esses fatores é a principal pista investigativa.
  • Confundir FPY com taxa de aprovação pós-retrabalho — o 'yield' com retrabalho é o Throughput Yield (TPY), não o FPY.
🇧🇷 No Brasil

Contexto brasileiro

No Brasil, a ISO 9001 e programas como o PGQP (Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade) e o PNQ (Prêmio Nacional da Qualidade) incentivam o monitoramento sistemático do FPY. A indústria automotiva nacional (Toyota, Volkswagen, GM) impõe FPY como exigência contratual para fornecedores tier 1 e 2.

📊 Dashboard

Como visualizar no Power BI

Crie medida DAX: FPY% = DIVIDE([Unidades Boas 1ª Vez], [Total Iniciadas]). Use gráfico de linha por turno/operador e gráfico de Pareto para ranquear as etapas com maior perda de FPY. Adicione alerta de cor vermelha para FPY < 90% em qualquer etapa.

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